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sábado, 8 de setembro de 2012

Tópicos em Saúde e Espiritualidade

No primeiro semestre deste ano, uma experiência bastante enriquecedora foi ofertada na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (FM-UFMG). A disciplina optativa “Tópicos em Saúde e Espiritualidade” buscou, em sua realização, evidenciar a possibilidade de harmonizar o ensino, a pesquisa e a extensão.


Matricularam-se nas atividades 98 acadêmicos de medicina da UFMG, além de discentes e docentes de outras Faculdades de Medicina de Belo Horizonte, totalizando 135 participantes. Os alunos da UFMG tiveram a carga horária validada como disciplina optativa, e os demais, como curso de extensão.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Artigo comentado - ed. 02


Título: "Mitos e Verdades em Ciência e Religião: Uma Perspectiva Histórica"
Autor: Ronald L. Numbers
Periódico: Revista de Psiquiatria Clínica
Ano: 2009

Esta edição do Artigo Comentado pretende trazer um pouco das discussões do último dia de encontros do grupo de estudo do NASCE no ano passado, quando estudamos esse artigo (clique sobre seu título para visualizá-lo).

Nele é retratado um panorama histórico envolvendo a relação ciência-religião. No senso comum, já existe uma ideia pré-estabelecida de uma incompatibilidade desses dois segmentos, imagem construída em função de desmandos dos religiosos para com cientistas ocorridos, principalmente, no período medieval e em alguns anos subsequentes.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Fim do Curso reservou discussões sobre a finitude da vida

O primeiro sábado de novembro marcou o fim do "I Curso de Extensão em Saúde e Espiritualidade" da UFMG, organizado pelo NASCE, com o apoio do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais.


Para o último dia, nada melhor do que conversar sobre um processo pelo qual estamos todos fadados a passar: a morte física.

Inicialmente, a enfermeira paulista Daniele Corcioli, membro-fundadora e coordenadora científica da Sociedade Científica de Saúde e Espiritualidade da Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA), apresentou a "Intervenção Terapêutica RIME". Esta é uma prática recente que teve início com a Profª Drª Ana Catarina Araújo Elias, em um pioneirismo no Brasil no que se refere ao treinamento de profissionais para o uso de intervenções que minimizem o sofrimento espiritual dos pacientes.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Estudos sobre Homeopatia e EQM são desdobrados em encontros

Dentro da proposta do NASCE de aprofundar o estudo sobre temas já enfocados no 1º semestre de 2011, nos dias 18 de outubro e 01 de novembro, respectivamente, foram estudadas a Homeopatia e as Experiências de Quase-Morte (EQM's).

Como fonte de informação, além dos artigos e livros que serviram de referência para as discussões, tivemos a alegria de contar com a expressiva participação de um dos organizadores do NASCE, Cláudio Falcão, odontologista, estudante de medicina e já quase especialista em homeopatia pelo Instituto Mineiro de Homeopatia.

Outra contribuição bastante importante foi a presença da Lalleinny Alves, estudante de medicina e com formação em farmácia. Ela possibilitou uma discussão ainda mais dinâmica, fornecendo a visão passada pela academia em relação à homeopatia durante o período de sua formação, bem como contribuindo para uma conversa alicerçada no bom-senso, na lógica e na razão, características que compõem a proposta de toda investigação feita pelo grupo.

Confira abaixo a gravação de um pequeno trecho do estudo:


Já o estudo sobre EQM resgatou reflexões construídas no Curso de Extensão promovido pelo NASCE neste semestre. Questionamentos foram realizados sobre as três principais teorias formuladas para explicar essas experiências: a psicológica, a neurocientífica e a transcendental.


Alguns fatos registrados em estudos fornecem indícios de menor probabilidade de algumas dessas teorias serem viáveis, como os registros de EQM em cegos. Pessoas que não enxergam relatam ter passado por essas experiências com a possibilidade de visão, conseguindo descrever, parcialmente, os ambientes em que seus corpos estavam durante o período de proximidade da morte física.

Para se chegar a conclusões mais seguras sobre as teorias, mais experimentos são necessários e estão sendo planejados e realizados, no Brasil e no exterior. Fato é que, até agora, a maioria das evidências parecem direcionar a explicação desses fenômenos para a hipótese transcendental, a de que a consciência é capaz  de existir independentemente do corpo físico.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Emoção e razão conduzem reflexões no Curso


29/10/11, dia:

- Do terceiro sábado do I Curso de Extensão em Saúde e Espiritualidade da UFMG.

- Em que o coordenador do Curso, Prof. Marco Antônio Rodrigues, apresentou o estudo "Saúde e Espiritualidade na Formação e na Prática do Profissional de Saúde".

- Em que o dentista Gustavo Costa expôs sobre "Ciência, Espiritualidade e Saúde".

sábado, 19 de novembro de 2011

Consciência, pensamento e sentimento são destaques no Curso


O segundo dia do Curso de Extensão trouxe muitas interrogações sobre os fenômenos da consciência, cuja natureza continua desconhecida pela ciência. Seria ela um subproduto do disparo simultâneo de vários dos 100 bilhões de neurônios que possuímos no nosso cérebro? Poderia a ideia de Deus existente na mente humana ser, até mesmo, apenas resultado de complexas redes neurais que possuímos? Alguns cientistas acreditam que sim, mas outros se baseiam em algumas evidências para aventar outras possibilidades.

domingo, 16 de outubro de 2011

Reflexões sobre aborto e eutanásia no NASCE

O que pensar sobre o aborto?
Em algumas circunstâncias, seria a eutanásia a melhor opção?

Estes são temas que tangenciam preceitos íntimos. Então, como construir, com embasamento científico, uma discussão sobre questões que repercutem a partir da subjetividade de cada ser humano?


Os dois últimos encontros do NASCE (dias 27 de setembro e 04 de outubro) tiveram para seus participantes, indubitavelmente, um papel importante na construção de concepções referentes ao mundo do aborto e da eutanásia. A partir de algumas referências bibliográficas foi possível obter dados valiosos para análise das motivações que conduzem à opção por essas duas ações.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Curso na Faculdade de Medicina começou com pé direito

O Curso de Extensão em Saúde e Espiritualidade da UFMG, idealizado pelo NASCE, iniciou no dia 24 do último mês. Os médicos Fabrício de Oliveira e Gilson Freire realizaram as palestras de abertura do Curso.

Com o tema "Saúde Mental e Espiritualidade", o Dr. Fabrício utilizou de sua experiência na psiquiatria para promover muitas reflexões relacionadas ao tema. Além disso, delimitou alguns conceitos adotados para conversar sobre espiritualidade no meio da ciência, assim como, via alguns casos clínicos, proporcionou que os presentes pudessem esboçar a ideia de como a prática dessa modalidade médica muitas vezes demanda a inclusão do aspecto "espiritualidade".


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

NASCE recomeça no embalo das terças... e amanhã tem mais!

As duas primeiras reuniões do NASCE neste semestre aconteceram com a presença de vários novatos. A sala 829 da Faculdade de Medicina (FM) foi o espaço usado para receber ânimo novo nas terças-feiras, dias 30 de agosto e 13 de setembro.

No primeiro dia, o tema foi "A importância da dimensão espiritual na formação do profissional de saúde" - este que será também um dos temas do Curso de Extensão em Saúde e Espiritualidade que está sendo realizado em alguns sábados, na FM-UFMG.

A discussão foi conduzida a partir de alguns artigos que haviam sido disponibilizados aqui no blog antes do dia da reunião (clique aqui para ver a matéria com os artigos e acessá-los). Especialmente nos últimos dez anos, o número de Escolas Médicas dos Estados Unidos e Reino Unido que inseriram estudos sobre espiritualidade em seus currículos foi bastante elevado.

Foi possível conhecer os porquês do crescente interesse do profissional de saúde pelo estudo da espiritualidade. Há muitas pesquisas realizadas pelos grandes centros médicos dos Estados Unidos e do Reino Unido que demonstram, em variados aspectos, correlação entre a inclusão da espiritualidade na prática do profissional de saúde e maior eficácia dos procedimentos médicos, além da observação de que pessoas com graus significativos de espiritualidade tendem a ter um patamar de saúde mais elevado.

Alguns dos participantes das atividades do NASCE

terça-feira, 21 de junho de 2011

A vivência clínica sob um novo olhar

Na quarta-feira, dia 07, um médico que ensaiou seus primeiros passos na Faculdade de Medicina da UFMG voltou ao ambiente trazendo muitas contribuições. O Dr. Andrei, utilizando-se de relatos da sua própria prática médica, discutiu o tema "Espiritualidade na prática clínica: abordagem psico-sócio-espiritual".


O convidado da noite introduziu seu discurso pontuando como é diferente o aprendizado possibilitado pelos livros em relação ao que se vive na prática. Esta representa um dos principais professores que o médico pode ter e possui o paciente como um dos destaques desse processo de ensino.

A partir de estudos realizados e de sua própria vivência, o Dr. Andrei detém hoje total convicção da importância de se inserir o aspecto espiritual no contato com o paciente, embora isso não seja relevante na proposta acadêmica encontrada nos livros para o estudante de medicina.

Espiritualidade, conforme consta nas referências trazidas pelo palestrante, é toda busca de sentido/significado de vida. Diante dessa visão, muitas são as possibilidades para trabalhar com a espiritualidade. Ela pode estar presente desde o momento em que o médico olha para o paciente até o instante em que ele faz certo comentário ou dirige determinada pergunta àquele que busca sua ajuda.

Compete ao médico a função de incentivar quem ele atende ao cultivo da espiritualidade (não necessariamente por meio da religiosidade). No entanto, é preciso que ele também se mobilize para se espiritualizar e adote posturas em sua prática profissional condizentes com quem tem essa proposta. Como alguém que não busca se espiritualizar pode falar de espiritualidade com outrem? É como alguém que não tem e nem quer desenvolver autocuidado, mas que quer ser médico. Sabemos das consequências disso.

Bom seria se os médicos buscassem se espiritualizar. Seria um sonho pensar no atendimento centrado na pessoa do paciente? Escutá-lo, perceber sua singularidade, valorizar a intuição, valorizar a psicologia, colocar-se no patamar do paciente, não ter medo de desenvolver vínculo empático, usar as palavras adequadas com quem lhe escuta e trabalhar o adoecimento e a morte como processos existenciais.

Nesse encontro percebemos que tudo isso é possível e aprendemos, na teoria, qual o caminho a se seguir. Possa a prática reforçar ainda mais o aprendizado desse dia.

domingo, 5 de junho de 2011

Espiritualidade e Enfermagem: Diagnóstico de Sofrimento Espiritual

O tema era "Espiritualidade e Enfermagem: diagnóstico de sofrimento espiritual". A expositora era uma quase-enfermeira, companheira estimada do NASCE, Ana Luiza. A bagagem trazida por ela era vasta, contemplando, inclusive, quase cinco anos de Curso de Enfermagem e sensibilidade e visão da saúde diferenciadas.



Como é bom poder ouvir uma representante de uma profissão que é tão bela e tem tanta importância. Como é bom reforçar a visão de que o NASCE se enriquece ao ter participantes de outros cursos/profissões, além da medicina. Como é bom conhecer o tipo de atuação competente aos profissionais de enfermagem.


A enfermagem tem uma abordagem muito interessante das percepções com relação ao paciente, realizando o diagnóstico de enfermagem. Em uma visão que transcende o tecnicismo do diagnóstico médico, esses sujeitos da saúde são incentivados a enxergar o enfermo como uma pessoa - ser altamente complexo e que deve ser reconhecido em seu estado integral.

Dentro do diagnóstico de enfermagem é pertinente o destaque de um item: a angústia (ou sofrimento) espiritual. Ela possui uma amplitude muito maior do que se imagina inicialmente, enquadrando-se nesse tópico qualquer tipo de distúrbio no senso individual de significado e propósito da vida. Há, para tal diagnóstico, um conjunto específico de sinais e sintomas a que os enfermeiros precisam ficar atentos.

As discussões foram conduzidas para a perspectiva positiva de haver essa atenção no diagnóstico de enfermagem, embora isso não seja alvo de conhecimento e aplicação cotidiano por parte de todos os profissionais da área.

A partir de uma experiência presenciada, Ana Luiza citou o exemplo de um homem no CTI, obreiro evangélico havia 40 anos, e que tinha na religião um eficiente fator de enfrentamento sobre a amargurada situação em que se achava. Um dia, no entanto, uma forte tristeza tomou conta dele. Para aqueles que o acompanhavam, aquele quadro demonstrava, claramente, que algo a mais não estava certo com ele. Depois de várias tentativas para descobrir o problema novo, foi a sensibilidade de uma enfermeira que possibilitou compreenderem que o enfermo agora padecia diante da impossibilidade de não ser mais útil no que mais gostava de fazer. A fim de resolver tal problema, uma conversa evangélica foi a dose necessária de remédio para acalmar um coração desconfortado e preenchê-lo novamente de júbilo e ânimo.


Percebe-se, em termos práticos, o quão vital é considerar mais esse aspecto do diagnóstico proposto na enfermagem. E com a certeza de um aprendizado enorme na palestra e em todo o período de convivência é que agradecemos a Ana por todo o carinho, paciência e contribuições ao Núcleo e às nossas individualidades.

Esperamos que os amigos que vão sendo feitos por aqui possam voltar sempre que possível, prestigiando os trabalhos e trazendo ainda mais contribuições. Ficam aqui os nossos votos de sucesso na caminhada dessa nova enfermeira. 

Clique abaixo para visualizar:

- Os slides do dia. 
- A revisão sobre Angústia Espiritual.
- A tese "Diagnóstico de Enfermagem [...]: Angústia Espiritual".

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Experiência de Quase-Morte (EQM)


Mesmo em um dia diferente do habitual, muitas pessoas compareceram ao encontro do NASCE sobre EQM.

Com propriedade de quem está constantemente estudando o tema e de quem pode observar na prática esse tipo de experiência, o Dr. Osvaldo Hely nos brindou com um momento bastante enriquecedor.

Embora acostumado a lidar com a morte em sua experiência como cardiologista, ele nos relatou não se sentir pleno até hoje para encarar tranquilamente certas experiências, aprendendo constantemente com as situações que surgem. Segundo o palestrante, um dos motivos que agravam a incapacidade do profissional de bem administrar ocorrências de morte é o pouco diálogo sobre o assunto na formação médica.

Certos casos que pareceriam compor essa lista de óbitos possuem, no entanto, um fim diferente. Há pacientes que apresentam quadro de morte clínica após parada cardiorrespiratória, mas voltam à vida.

Várias vezes nas situações citadas acima, os pacientes exibem relatos que seguem certo padrão. Eles se vêem fora do corpo físico, mas se enxergam com uma espécie de duplo corpóreo dele. São capazes de perceber e memorizar o que se passa no local onde há a tentativa de ressuscitação, assim como os fatos que ocorrem em ambientes vizinhos, incluindo conversas, gestos, pessoas presentes, roupas usadas, etc.

Além desses relatos, esses pacientes dizem que um filme de suas vidas passa em suas mentes, descrevendo também, normalmente, a visualização de uma luz intensa, um encontro com pessoas que já morreram e com um ser iluminado. O tipo de episódio, repleto dessas circunstâncias, é denominado Experiência de Quase-Morte.

A EQM acomete ambos os sexos de forma igual e possui incidência tanto em adultos quanto em crianças. Dentre as suas consequências, verifica-se um quadro de transformação positiva na personalidade dos indivíduos que experienciaram o episódio. Eles se tornam "emocionalmente mais sensíveis e empáticos, com intuição aumentada, sem temor da morte e com maior crença na vida após a morte", afirma Pim Van Lommel, eminente pesquisador da área.

Muitas são as tentativas de se explicar as EQM's, com interessantes propostas formuladas pela neurociência e por correntes psicológicas. Ambas, no entanto, não conseguem explicar todos os quadros que essas experiências abrangem. Desse modo, as explicações mais completas e racionais remetem a um cenário já divisado por religiosos de todas as culturas há tempos, correspondente à existência de uma realidade de vida além da matéria.

O que ganhou conatação de antagônico ao longo dos últimos tempos parece agora clamar por uma reconecção. Ciência e religião, depois de embates históricos, demonstram hoje convergência de raciocínio em vários aspectos. A física quântica, por exemplo, vem trazer para a contemporaneidade novos paradigmas, demarcando a possibilidade de ocorrências que antes a ciência supunha como absurdas, consolidando um contexto no qual a pluralidade de dimensões passa a ser verdadeira não apenas no âmbito religioso.

Longe de preconceitos, o compromisso da ciência deve ser com a verdade. Felizmente, assim como no passado houve quem vencesse os consensos autoritários, em verdadeiros pactos com a ciência, os tempos atuais também possuem vários profissionais que se entregam fielmente à causa.  Logo, não se poderia encerrar sem a reflexão do já mencionado pesquisador holandês:
"Na falta de evidência para qualquer outra teoria que explique a EQM, o conceito sempre assumido e nunca provado que consciência e memória são localizados no cérebro deve ser discutido. Como poderia uma clara consciência ser experimentada, fora do corpo, no momento em que o cérebro é afetado por uma parada cardíaca e o eletroencefalograma mostra-se plano? A EQM impulsiona os limites das idéias médicas acerca da extensão da consciência humana e da relação mente-cérebro."

Clique abaixo para visualizar:
- a apresentação em powerpoint exibida no encontro;
- o artigo do Pim Van Lommel, citado na apresentação;
- o artigo do Parnia e Fenwick, citado na apresentação;
- um artigo de revisão, do Bruce Greyson, publicado na Revista de Psiquiatria Clínica.

sábado, 7 de maio de 2011

NASCE fala sobre sexualidade

Ocorreu no dia 27 de abril mais um encontro do NASCE. Dessa vez, o tema foi "Espiritualidade, Religiosidade e Padrões Éticos: Sexualidade e o Profissional da Saúde".


O estudo do dia foi apresentado por um acadêmico do 2º período de medicina, Eric, que discorreu sobre várias questões que envolvem essa temática. Foram propostas reflexões que acadêmicos e profissionais da área da saúde não estão acostumados a ter, com um convite ao autoconhecimento e à busca por encarar a sexualidade como um elemento natural e belo, em oposição a uma visão trazida por elevada parcela da sociedade, que perdura com uma postura repleta de tabus e preconceitos acerca do tema.

A discussão foi embasada principalmente em artigos científicos extraídos de algumas revistas de enfermagem. Neles, há pesquisas que discutem a visão de alunos da área da saúde sobre o fator sexualidade, com uma análise em relação à incapacidade da maioria de lidar com esse aspecto e as consequências desse comportamento. Foram trazidas, também, propostas de como encarar a sexualidade com menos dificuldades e a importância disso para o profissional da saúde: "Verificamos a grande necessidade de uma maior abordagem desse tema ainda na graduação, de forma a propiciar mais facilidade na abordagem ao paciente", afirmou Ana Luiza, acadêmica do curso de enfermagem da UFMG.

A mensagem final foi um incentivo a deixar para trás os comportamento de repressão e de dissimulação de uma normalidade, direcionando a vontade para a auto-educação.

Clique abaixo para:
- Acessar os slides usados na apresentação.
- Ler o artigo "Sexualidade humana na formação do enfermeiro".
- Ler o artigo "A sexualidade invisível ou oculta na enfermagem".
- Ler o artigo "Situações acadêmicas que envolvem a dimensão sexual".

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Medicina Curativa - Final

Em um contexto social no qual o materialismo ainda se faz fortemente notável, a presença do Dr. Gilson Freire serviu de motivação para os presentes procurarem agir não conforme os ditos sociais vigentes, mas de acordo com os princípios da razão e do sentimento elevado.

Alguns dos presentes no encontro

No início do encontro, nosso convidado discorreu sobre o que o motivou buscar a homeopatia. Graduado pela UFMG, já no meio de uma residência em nefrologia, ele acompanhava de perto o drama de sua sogra. Esta apresentava um quadro extremamente complicado de saúde, com sérios problemas renais. A medicina tradicional já havia efetuado inúmeras intervenções na tentativa de reestabelecer sua saúde, mas sem êxito. As propostas de tratamento ficavam cada vez mais agressivas, quando ela resolveu buscar a homeopatia.

Dr. Gilson nos relatou a sua reprovação diante da atitude da sogra. Acreditava que ela estaria decretando o fim de sua vida ao partir para uma prática aparentemente inconsistente. No entanto, para sua surpresa, sua sogra não só continuou viva como se curou completamente do problema que tinha. A partir dessa vivência, nosso convidado tomou uma iniciativa que aos olhos de muitos poderia ser considerada uma loucura, mas que, para ele, representou a necessidade de ser coerente com uma constatação e de se capacitar melhor para ajudar as pessoas. Dr. Gilson deixou sua residência em nefrologia e foi para a Argentina estudar homeopatia, o que também demandou um distanciamento temporário de sua esposa.


Atualmente, ele é realizado com o que faz e é extremamente convencido da capacidade curativa desse outro ramo da medicina. Também nos testemunhou que, diferentemente do que é concebido por muitos, a ação da homeopatia transcende o efeito placebo. Ele mesmo já teve a oportunidade de usar a prática homeopática em uma experiência com animal, obtendo sucesso. Isso, aliado aos bons resultados também em crianças pequenas, reforça o fato do princípio curativo não se restringir a um ato de fé.

Com alegria e gratidão pelo tanto que nos foi proporcionado no encontro, pedimos ao Dr. Gilson Freire que nos relatasse um pouco de suas impressões acerca da nossa reunião. Diante de tantas palavras de incentivo e carinho que podemos ler abaixo, esperamos todos continuar na busca sincera por uma prática mais cristalina na área da saúde (e, de modo geral,  por uma ciência mais cristalina), lutando por edificar em nossas intimidades significativos atributos morais, que possam atuar em comunhão com o conhecimento que visamos.


quarta-feira, 20 de abril de 2011

Medicina Curativa - Parte I

Com a presença de várias pessoas, já livres de algumas das amarras do preconceito, o encontro sobre homeopatia trouxe muitas informações valiosas, assim como suscitou ainda mais reflexões em quem esteve presente. O Dr. Gilson apresentou a construção histórica de uma medicina que propõe o ser humano como uma unidade ternária, que transcende o mero veículo visível e ponderável e é composta pelos campos orgânico, dinâmico e consciencial.


Os primórdios da homeopatia podem ser atribuídos a Samuel Hahnemann, que, a partir do uso de substâncias em si mesmo, iniciou o processo de sistematização das ideias homeopáticas. Surgia uma nova prática "curativa", com conceitos diferentes da alopatia, mas com um sucesso de resultados que sustentam a continuidade da prática até hoje.

A homeopatia é baseada no Similia Similibus (a lei dos semelhantes), um dos princípios adotados por Hipócrates, mas do qual, no decorrer dos séculos, a medicina tradicional se esqueceu. Essa lei apregoa medicar uma pessoa portadora de um determinado desequilíbrio a partir de uma substância que, em alguém sadio, seja capaz de ocasionar a mesma enfermidade observada. Essa iniciativa incentiva a capacidade natural de cura do corpo.

Um outro aspecto importante dessa variante médica é a diluição. Ela foi inicialmente proposta para tentar diminuir a toxicidade de certas substâncias, pois na medida em que se realiza diluições, obtem-se uma porção material bem reduzida da essência inicial. Assim, hoje os homeopatas acreditam que essa ação medicamentosa é promovida por uma fração mais sutil da essência, não acessível aos equipamentos que a ciência dispõe até agora. O indivíduo, alvo do medicamento, recebe os efeitos também em uma porção mais sutil de sua complexa unidade.

A homeopatia compreende que enquanto ela é capaz de promover a cura - por agir de modo global no indivíduo -, a intervenção alopática é capaz apenas de suprimir a patologia. No entanto, reconhece-se as deficiências dos mecanismos homeopáticos em quadros patológicos como o de um câncer, em virtude da excessiva fraqueza do corpo para acionar seu maquinário defensivo. Assim, utiliza-se do bom senso e as práticas alopáticas são aconselhadas nesses casos. Ressaltamos a fala do Dr. Gilson Freire de que no meio homeopático existe um ditado que afirma que "mais vale um doente suprimido do que um doente morto".

A homeopatia é, sem dúvida, um assunto bastante instigante e que merece um estudo aprofundado por parte de todos que buscam desvendar a verdade por meio da ciência. Para maiores informações consultem as referências bibliográficas fornecidas na matéria anterior (em especial o livro Filosofia Homeopática, de J. Kent).


Clique sobre as palavras em destaque para:

Acessar o link da matéria anterior, com as bibliografias.
Visualizar o powerpoint utilizado no encontro.
Ler um artigo sobre a história da homeopatia.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

NASCE 2011


O primeiro Encontro do NASCE em 2011 foi regado de muito entusiasmo e reflexões. Um grupo modificado em relação ao do ano passado, mas abastecido de boas ideias e de vontade de estudar.